quarta-feira, 3 de abril de 2013

2012-2013

Resumo de 2012


  • Interclubes pelo AAS: 0 em 5.
  • IRT em Osasco: 0,5 em 6. (+5 de Fide)


2013

O mesmo Interclubes pelo AAS, mas agora com 2,5 em 4.

Vou jogar o IRT em Rio Claro dias 26,27 e 28 de abril e para isso estou fazendo aulas com um MF. A expectativa é grande e a busca pelo sonho (impossível?!) de 2000 de rating está lançada.

Ainda não sei se vou conseguir, mas pretendo jogar o II Aberto do Brasil Bienal João Braga em julho.

Como instalei um aplicativo no celular posso postar a qualquer momento.

Tranquilidade é o segredo para sobreviver no meio do caos.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Interclubes 2011

Mais um Paulista Interclubes a caminho, a expectativa é a mesma de anos anteriores. Pelo segundo ano consecutivo joguei pelo AAS e na sopa de letrinhas continuei na equipe E só que com nova nomenclatura – AAS São José Guairá E, com novos companheiros. O gostoso de jogar pelo AAS é esse, muitos jogadores de qualidade, integração, novas amizades e muita mais muita risada e diversão.

A equipe foi planejada pelo presidente Gregão da seguinte forma.

No 1º tabuleiro Hugo Silva com 1933 de pensado FPX, eu com 2003 no 2º tabuleiro, no 3º tabuleiro com 1995 Rebeca Pereira, Eliel Cardoso no 4º tabuleiro com 1981 e sem rating pensado FPX Rafael Oliveira no 5º e Lais Ferraz completaram os 6 tabuleiros dos guerreiros AAS.

Infelizmente jogamos desfalcados na primeira metade do torneio e encaramos as batalhas com um jogador a menos e assim terminamos com 5 pontos em 16 (1 ponto do Hugo, 2,5 do Rafael e 1,5 da Lais) e chegamos à parte final do torneio “mordidos” e com “sangue nos olhos” dispostos a varrer do tabuleiro quem passasse pela frente.

É neste momento que o torneio começa para mim. Defendendo uma invencibilidade de 2 jogos (1 vitoria e 1 empate em 2010) cheguei confiante para o torneio desse ano. Não sei dizer se eu me preparei para esse torneio, porque para muitos o que eu fiz não foi preparação, mais sabia que o trabalho iria aparecer no tabuleiro.

É verdade que não estudei, não preparei, não fiz exercícios... absolutamente nada ligado ao xadrez. O que eu chamo de preparação foi o trabalho físico que realizei na academia (musculação, spinning e pilates) e natação. As 3 partidas que joguei o corpo agüentou bem e a cabeça melhor ainda. Em momentos agudos da partida lembrava as aulas de pilates e fiz exercícios de respiração, concentração.

Rodada: 05


Mesa: 35.2

Adversário: Edson Eiras de Souza

Resultado: Edson Eiras de Souza 0,5:0,5 Janderson Cerqueira

http://www.chessvideos.tv/chess-game-replayer.php?id=42036

Posso dizer que fiz um torneio com sotaque cirúrgico. Minha primeira partida foi contra o carioca Edson Eiras de Souza. Joguei de pretas e encarei uma abertura inglesa, algo que não estava nos meus planos. Joguei 6... Ce7 erroneamente, mais consegui vantagem na ala da Dama e isso se tornou decisivo no final da partida. Outro lance que não gostei foi 19... De8, onde acabei perdendo um peão e tendo que “correr atrás” do prejuízo. A esta altura o match já estava definido para nós (primeira vitoria da equipe, pois estávamos com 3 pontos restando apenas a minha partida para finalizar) e propus empate recusado pelo adversário. Após a troca das peças maiores entramos num final de Bispo x Cavalo, onde estava confiante e confortável na posição. Recuperei o peão no lance 49. Cxb4 já no apuro de tempo, e aqui eu senti falta da preparação no tabuleiro, consegui ficar com um peão a mais no final, mais faltou calma e tranqüilidade para converter em ponto e dessa forma veio o empate.

Rodada: 06


Mesa: 32.2

Adversário: Alvaro G. Mendes Neto

Resultado: Janderson Cerqueira 1:0 Alvaro G. Mendes Neto

http://www.chessvideos.tv/chess-game-replayer.php?id=42037

Agora começa a parte cirúrgica do torneio, pois encarei 2 estudantes de medicina. Minha segunda partida na sexta rodada foi contra o aluno da Medicina Sabin USP Álvaro Mendes. Resolvi seguir por um caminho um pouco mais seguro e joguei a mesma abertura do Paulista Absoluto 2010 (Colle System) mandando um 2. e3 logo de cara ao invés do Ataque London com Bf4. Para ajudar o adversário jogou um Ba6 (que a meu ver é fraco) e depois de 7. c3 (com idéia de jogar Da4+ ganhando o Cavalo) tive como resposta 7. ... Dd7 que me premiou com um peão logo na abertura. Buscando simplificar tudo para entrar num final tranqüilo busquei temas táticos a todo o momento, ate que no lance 31 após Bxg7+ ganhei a Dama dando Torre e Cavalo, porem estava com vantagem de espaço e sabia que converteria o ponto de forma cirúrgica hehe. Ainda faturei 2 peões após a devolução forçada das 2 Torres pela Dama entrei num final com Torre e 4 peões contra Cavalo e 3 peões. E quando ia entrar no “ping” pra derrubar a seta dele (ele estava com apenas 1 minuto e 57 segundos por jogar) meu adversário não resistiu aos ferimentos e abandonou.

Rodada: 07


Mesa: 29.2

Adversário: Luiza M. Marino

Resultado: Luiza M. Marino 0:1 Janderson Cerqueira

http://www.chessvideos.tv/chess-game-replayer.php?id=42038

Apesar da ultima rodada estar programada para as 10 horas da madrugada acordei cedo e cheguei no horário e nada melhor do que jogar contra uma mulher. É que assim você não precisa ficar levantando pra conversar com os amigos ou ver outros tabuleiros e alem de se concentrar na partida pode desfrutar da beleza feminina. Fui contemplado por ter o prazer de jogar contra a jovem Luiza Marino, estudante da Escola Paulista de Medicina. Desta vez joguei de pretas e rolou uma francesa variante das trocas e joguei o lance 11. ... g6 de forma bizarra, o correto seria 11. ... h6, impedindo qualquer entrada em g5 (o ataque estava armado com Bd3 e Dc2, mirando h7). Tive sorte, pois perdi apenas um peão, e claro a partida ganhou em emoção. Achei um contra jogo em 14. ... c5 onde podia estourar o centro e para a minha felicidade ela tomou o peão de c5, e a duvida era saber com que peça tomar o peão branco. Optei pelo cavalo, pois dessa forma ataco a Torre e o Bispo eliminando uma dessas peças no lance seguinte. E não é que foi a Torre... depois disso foi partir para o golpe final não sem antes ensaiar uma bateria de ataque sobre a casa f2 e esperar pelo abandono da jovem e bonita jogadora e estudante.

Terminei o torneio com 2,5 em 3 e uma invencibilidade de 5 partidas. Estou satisfeito com o resultado apresentado e com as partidas que joguei. Analisando erros e acertos o saldo foi o seguinte:

Na primeira partida por não conhecer a abertura joguei de forma irregular, mais consegui conter o ataque adversário e sai para o jogo. No final faltou habilidade e técnica para encontrar o ganho mais rápido.

Na segunda partida deveria ter arriscado mais na abertura e calcular um pouco mais na parte final para também obter um ganho mais rápido.

Na terceira partida admito que não fui bem e ganhei em cima do erro da minha adversária. É necessário um trabalho de estudo para as pretas na defesa francesa.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Carta Aberta

Quarta feira, 09 de junho na hora do almoço descobri que meu pai tinha um tumor na cabeça, até então eu não imaginava o que estava por vir. Mais antes de chegar ao dia 09 de junho é preciso voltar um pouco mais no calendário. No mês de maio meu pai começou a reclamar de seguidas dores de cabeça que passavam após a medicação tradicional. No dia 24 de maio após muita insistência eu e minha mãe levamos meu pai ao Pronto Socorro e descobrimos que sua pressão chegou a 20x12, o que foi um grande susto para todos.

Entre 24 de maio e 09 de junho uma bateria de exames foi realizada onde tudo aparentava estar normal, só aparentava. A médica ao descobrir o tumor pediu que procurássemos um neurologista para uma analise mais precisa e exata. E no dia 11 de junho, na abertura da Copa, estávamos eu e minha mãe novamente ao médico... dessa vez um neurologista, o diagnostico? Será necessário interná-lo para um procedimento cirúrgico, minha vida começou a mudar ali.

Os dias de Santa Casa estão divididos em pré e pós operatórios. O período pré operatório foi relativamente tranqüilo, recheado por exames para a retirada de um “coagulo”, onde por vários dias acompanhamos juntos partidas da Copa e ali eu fiz uma promessa a meu pai. Numa ida ao banheiro com ele, meu pai me puxa pelo braço e diz que algo não esta bem e disse que era uma questão de honra cuidar de minha mãe. O problema não foi prometer isso ao meu pai, mais sim o aperto no coração de ouvir as palavras. No dia 24 de junho foi realizada a cirurgia, e assim entramos na fase pós operatória da Santa Casa.

Visitá-lo na UTI era algo que não estava nos meus planos, mais não deixaria minha mãe entrar sozinha na UTI para visita e dessa forma dividi o primeiro impacto pós operatório com ela. A recuperação foi rápida e no dia 02 de julho após 21 dias terminava a primeira fase de hospital junto com o fim da Copa para o Brasil.

O mês de julho foi de total recuperação e com visitas constantes a médicos. Meu pai se recuperava muito bem para quem tinha retirado um “coagulo” no cérebro. Antes de continuar se faz necessário uma explicação, o período de Santa Casa foi justamente na reta final do curso técnico em Petróleo e Gás, fazendo as provas finais e concluindo o TCC, apresentado dia 29 de junho.

Na sexta feira, 13 de agosto começou a radioterapia, e durante 13 dias (dos 20 programados) repeti o mesmo ritual, que era sair de casa para a Santa Casa, mais com o decorrer das sessões alguns adicionais foram agregados. Classifico esse período como uma equação matemática onde o resultado infelizmente foi negativo, já que com o decorrer das sessões meu pai foi ficando fraco (1° fator), passou a se alimentar cada vez menos (2° fator) e mesmo com míseros 10 minutos por dia de segunda a sexta de radioterapia (3° fator) resultaram na madrugada do dia 31 de agosto numa leve convulsão onde após ser encaminhado para o Pronto Socorro, foi transferido para o Hospital Ana Costa.

Nessa nova fase por não estar estudando pude me dedicar de forma mais “integral” a ele, passando algumas noites (quase sempre sem dormir) a seu lado. As brigas com suas mãos eram constantes já que a vontade de arrancar a sonda de alimentação era grande, tamanho incomodo. Algumas vezes ele saiu vitorioso rs, porem na maioria das vezes impedíamos e mostrávamos a importância de tudo aquilo.

Os dias foram passando e o diagnostico ficando cada vez mais claro, o primeiro foi uma infecção pulmonar, depois infecção hospitalar por conta do período de Santa Casa e de Hospital Ana Costa e por fim pneumonia.

E chegou o dia 24 de setembro... por volta de 5 da manhã fui acordado pelo meu sobrinho com a notícia de que minha irmã tinha ido ao hospital e que era preciso que eu ligasse para ela. Após a ligação, veio a confirmação, meu pai tinha falecido. E se minha vida tinha mudado desde aquele dia 11 de junho, agora desmoronou de vez.

É uma dor que não tem como explicar, uma saudade que te faz pensar nas coisas que queria ter dito e não disse, o quanto ele foi, é e sempre será importante em minha vida. Nesse dia 24 de setembro pude entender o significado da palavra ídolo, tamanho reconhecimento ele teve dos companheiros de profissão e amigos feitos ao longo de 79 anos de vida.

Quase 30 dias depois a ficha ainda não caiu, tenho ciência de que essa ficha nunca vai cair, mais preciso seguir em frente, viver a vida... agradeço aos amigos e colegas que tenho, pois sem eles com certeza não sei nem se estaria aqui escrevendo essas palavras. Como disse antes, é uma dor que não tem como explicar, uma vontade enorme de chorar, mais nada do que faça vai trazer ele de volta.

Estou voltando aos treinamentos de corrida, a “volta” aos tabuleiros vai ser gradativa, por enquanto estou jogando alguns “pings” na net e vez ou outra na pracinha... como o tempo dedicado a nobre arte era muito agora preciso “dividir” com outras atividades até achar aquela horinha do dia pra fazer exercícios de táticas ou estudar o repertorio, vai levar mais algumas semanas, prometo viu treinador?

Para os leitores do www.xadrezsantista.blogspot.com pretendo escrever sobre mais 2 lugares onde o xadrez acontece aqui em Santos e falar sobre os santistas na Franco Montoro, aguardem.

Para os leitores do www.jandersonlc.blogspot.com em novembro volto com novidades... infelizmente ainda não reúno condições para me dedicar ao blog da forma que ele merece, mais sem duvida vou pensar em novidades e compartilhar com vocês.

Sem mais,

Atenciosamente

Janderson L. Cerqueira

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Treinamento

O site Clube de Xadrez publicou um artigo sobre treinamento. Acho importante e por isso vou reproduzir na integra o conteudo.

Melhorando no xadrez: o erro crítico a evitar

Pela WGM Natalia Pogonina

Tradução: Daniel Brandão (Clube de Xadrez de Florianópolis)

"Para GMs jogar xadrez é como andar de bicicleta. É difícil e não há como descrever em detalhes como se consegue, mas depois de um tempo de prática você fica bastante hábil."

Todos os dias recebo várias mensagens de fãs (obrigado, pessoal!) e muitas delas são dedicadas ao assunto sempre atual "como posso melhorar no xadrez?". Faço o melhor para oferecer boas orientações para cada um, no entanto há um caso comum que pode ser comentado nessa coluna. Mostrarei uma das mensagens recentes (um pouco editada por questão de discrição):

"Gostaria de perguntar sobre como aprender a pensar em xadrez corretamente. Espero que você tenha tempo para responder. Se não tiver, entenderei. Sou um amador e tenho trabalhado muito para melhorar. Na última semana li o livro "The Improving Chess Thinker" de Dan Heisman. Ele trata do nosso processo de raciocínio no xadrez. Tenho a impressão agora que minha maneira de refletir enquanto jogo não é sempre estruturada e disciplinada como deveria ser. Às vezes movo sem pesar suficientemente as consequências.

Agora minha pergunta é: como você acha que nós (amadores) poderíamos desenvolver uma maneira correta de pensar durante a partida? Você recebeu algum treinamento em relação a isso? Qual seria seu conselho? Espero não lhe tomar tempo com essas questões."

E aqui está a minha resposta (também com algumas edições e acréscimos):

Se você realmente quiser melhorar na prática, não deveria cometer o erro crítico dos amadores. Isto é, acreditar que xadrez necessita de um conhecimento especial, um QI incrível, memória fenomenal, etc. Isso ajuda, mas não é essencial a menos que você queira passar dos 2700 pontos de rating.

Como vi no Chess.com e em outros sites, o problema típico é que muitas pessoas gastam tempo demais lendo livros sobre teoria, meio-jogo, etc. sem jogar com frequência. E aí vem a história clássica:

Quando o campeão mundial Mikhail Tal estava realizando uma simultânea no exterior (fora da União Soviética) pela primeira vez, inicialmente ele ficou bastante receoso. Ele foi até Sosonko e disse algo como: "às vezes perco para amadores soviéticos em simultâneas, mas esses caras parecem verdadeiros profissionais - sabem tanto de teoria quando eu!". Sosonko riu e disse: "relaxe, depois de 15 lances eles começam a jogar por si mesmos...". E, de fato, depois disso vários oponentes perderam em cerca de dez lances, já que eles não sabiam realmente jogar xadrez, apenas memorizaram aberturas...

A essência é: sucesso no xadrez não tem a ver com adotar uma maneira mágica de pensar ou ler 100 livros sobre meio-jogo e aberturas. Vejo muita gente que chegou à Mestre Internacional e até Grande Mestre Internacional sem qualquer software específico, apenas lendo alguns (bons!) livros. A chave para o sucesso deles é que eles jogam constantemente, aprendendo com jogadores mais fortes. Não me entenda mal, não estou sugerindo técnicas de estudo da idade da pedra. Claro, você deve se aproveitar dos melhores métodos de treinamento. No entanto, o componente mais importante para o sucesso (pelo menos no nível menor de GMs e abaixo) é a prática.

Lembre-se do princípio de Pareto aplicado aos amadores no xadrez: sucesso é 80% prática e 20% estudo. E não tente imitar programas de treinamento de GMs da elite como Anand, Carlsen ou Kramnik. É o mesmo que tentar copiar a rotina do Arnold Schwarzenegger na época em que ele era Senhor Universo, com os mesmos pesos que ele usava - você vai quebrar, mentalmente e fisicamente.

É importante mencionar a parte psicológica: estudar cria muita tensão, então é preciso jogar partidas ao vivo para liberá-la. Caso contrário você vai ficar preso na frente do monitor jogando xadrez relâmpago ou xadrez por correspondência (sem ofensa a esses passatempos - eu os aprecio muito). E mais: você não sentirá satisfação alguma no que está fazendo, deixando de obter a sensação de realização. Digamos que você tenha estudado bastante e ficou 100 pontos de rating mais forte. Mesmo assim, se você não estiver motivado o suficiente para jogar alguns torneios e pôr isso à prova, seu rating será sempre o mesmo. E é lamentável não obter aquilo que se merece.

Em uma nota à parte: algumas pessoas simplesmente tem medo de perder sua dignidade ou serem feitas de chacota caso joguem um torneio e se saiam mal. Só que na pior das hipóteses você vai perder algumas partidas. Não obstante, muitos GMs famosos tiveram torneios onde perderam mais do que ganharam. Todos tem conquistas e fracassos. Além do mais, um fracasso no xadrez não quer dizer nada além de que você não jogou bem naquele evento. Isso não deve ser associado à própria inteligência, sucesso pessoal, etc.

Ainda sobre medo: são os jogadores de maior rating que devem se preocupar. Digamos que você esteja jogando contra um GM (ou mestre nacional, ou jogador avançado - eu quero dizer, qualquer um que venha a ser "preocupante" em relação ao seu nível). Os amigos deles de fato irão zombá-lo se ele perder ainda que seja 0,5 ponto contra você, ele arrisca perder vários pontos de rating (e você 1, talvez), ele pode ser um profissional que precisa chegar na premiação, etc. Então todas as condições vão em teu favor, simplesmente aproveite a chance para aprender com alguém mais forte e tente acertá-lo!

Sobre tomada de decisões no tabuleiro: é um assunto complexo. Muitos tentaram formalizar isso (desde Steinitz). Geralmente se começa por avaliar a posição usando diferentes parâmetros e então se decide qual lance deve ser feito. O problema com esses esquemas é que eles são um tanto artificiais. Não há um GM que pense tudo aquilo antes de fazer um lance.

Para GMs jogar xadrez é como andar de bicicleta. É difícil e não há como descrever em detalhes como se consegue, mas depois de um tempo de prática você fica bastante hábil.

O que você precisa é desenvolver seus instintos, seu senso do que é certo e errado. Por exemplo, quando se joga relâmpago ou "bullet" [termo sem tradução adequada; modalidade em que se joga com 3 minutos ou menos, refere-se principalmente ao xadrez jogado com 1 minuto para cada lado - N.T.], os lances são totalmente baseados em experiência e instinto. E, conforme seu nível de habilidade aumenta com a prática e o estudo, sua compreensão lhe ajudará a tomar decisões mais conscientes

Fonte: http://www.chess.com/article/view/getting-better-in-chess-critical-mistake-to-avoid

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Paulista Absoluto partidas 3,4 e 5

Na minha primeira rodada dupla do torneio encarei no sábado a tarde de brancas o também blogueiro Felipe Silva (1532) de Carapicuiba. Estava indo pra minha terceira partida e ate o fim do torneio precisaria jogar contra mais um jogador com rating para enfim fechar o bloco e formar meu rating inicial.

Como o emparceiramento saiu na sexta a noite tive tempo de pesquisar sobre o pequeno grande jogador (Felipe tem 9 anos), mas para minha surpresa não achei nenhuma partida em que ele tenha jogado contra peão de dama. É jogar firme ir pra cima e pontuar acima de tudo.

A partida

Ate meu lance 5 seguiu a mesma sequencia da partida contra o Mateus Nakajo, a diferença foi que o Felipe jogou 5... d6. Ainda perdi um arremate interessante ao jogar o passivo 9. c3 (melhor talvez seria 9. d4) passei alguns lances esperando pra entender o plano do Felipe e fomos jogar na ala da Dama, trocamos as peças maiores e seguimos com par de Bispos e Cavalo. Ao colocar o Bispo em b2 defendia os peões de a3 e d4 e aqui eu acho que tenho empate. Ofereci empate que foi aceito. Agora estava com 1 em 3 contra jogadores FIDE. O melhor seria a vitoria, afinal meu rating performance seria o meu rating médio. Que venha a rodada de sábado a noite.

Janderson Cerqueira 0,5 x 0,5 Felipe Silva

5ª rodada, partida 4

A música acima é o tema da minha próxima partida. Todo mundo espera alguma coisa de um sábado a noite (eu estava esperando o churrasco de aniversario do Rafael e Flavia). Mas antes precisava vencer uma partida num sábado a noite, afinal a torcida cobrava por vitorias o aspecto psicológico já estava pesando depois de 4 rodadas, 1 derrota, 2 empates e 1 bye (por motivos pessoais). Enfrentei de pretas o jogador sem FIDE de Ribeirão Preto Peter de Oliveira. Era o jogador ideal na rodada ideial. Sem FIDE pude jogar mais tranqüilo quanto ao bloco, mas a obrigação do ponto e a vontade de ir pro churrasco estavam me matando rsrs.

Joguei a abertura de forma displicente e entreguei um peão no lance 11 e isso me abalou psicologicamente já que não estava com a cabeça totalmente na partida e na demora pela resposta do meu adversário em jogar, chegamos no lance 20 após 1h30 e ainda tinha muito sangue pra rolar nos tabuleiros, pois precisava recuperar o peão, ganhar a partida e claro... o churrasco de sábado a noite.

O que me deu a certeza do ponto foi que o Cavalo dele não jogou a partida toda preso na estrutura de peões em d2,c3 e a3. A Torre ficou “escrava” na defesa do Cavalo e com isso pude trabalhar o ponto já que tinha um Cavalo jogando muito, comendo peões e dando xeques perigos com tentativa de garfo no Rei e Torre. Meu adversário perdeu um arremate interessante entrando num final ganho. Chegamos ao lance com 40 após 2h40 (e o churrasco rolando e nada do ponto hehe) e 12 lances depois após mais de 3 horas de partida confirmei o ponto.

Churrasco tranqüilo, encontrei a diretoria PGA (Sergio, Rafael e Grazi) cheguei em casa por volta de 2h (sai cansado da partida e curti pouco o churrasco) pensei em preparar contra meu próximo adversário, escrever para o blog etc.

Peter de Oliveira 0 x 1 Janderson Cerqueira

6ª rodada, partida 5

Nada como jogar no amanhecer das 10 da madrugada. Joguei de brancas contra Arnor Serafim Junior (1947) que teve o privilegio de encarar na rodada 1 o GM Rafael Leitão. Após 2 boas partidas de brancas (contra Nakajo e Felipe) estava confiante para essa partida e joguei pra cima em busca do ponto, mas joguei tão pra cima que pendurei num sacrifício totalmente furado (até meu sobrinho que não joga xadrez saberia que o sacrifício era furado rsrs) no lance 11. Segunda derrota contra jogadores FIDE, bloco fechado agora é esperar a ultima e derradeira rodada da competição.

A frase que resume a minha partida foi dita pelo amigo Juca: “Você tem 4 horas de jogo, senta a bunda na cadeira e pensa.”

Janderson Cerqueira 0 x 1 Arnor Serafim Junior


7ª rodada.

Ultima rodada normalmente muitos jogadores tem que sair correndo de volta para as suas cidades, não é o meu caso. A grande questão era... enfrentar ou não um jogador com FIDE. Caso viesse um jogador FIDE iria lutar ate o fim pelo ponto e melhora no bloco (ate aqui 1 ponto em 4 partidas). Emparceiramento divulgado, vou enfrentas de pretas o tambem blogueiro (acho que já escrevi isso antes rsrs) Guilherme Cirilo, escreve no segundo blog de xadrez mais lido do Brasil, atrás apenas do blog do GM Krikor Mekhitarian

Links

Blog do Felipe

Blog do Cirilo e Salama

Blog do Krikor

Classificação final do Paulista Absoluto 2010

Minhas partidas em formato PGN

No ano passado fiz 5 partidas contra jogadores FIDE obtendo um rating performance de 1607. Nesse torneio fiz mais 5 partidas contra jogadores FIDE obtendo um rating performance de 1751. Fazendo aquela boa e velha continha de somar tudo e dividir por 2 agora tenho o fantástico, incrível e sensacional rating FIDE de 1679.

O que aprendi nesse torneio?

Escolhi mudar minha abertura, sai do peão de Rei para o peão de Dama, apesar do pouco tempo de estudo gostei do resultado tornando meu jogo mais solido, onde me sinto confortável ao longo da partida.

Ao sair da abertura preciso trabalhar melhor a concentração no meio jogo, na escolha de planos, ataques e defesas. Contra o Nakajo errei ao não jogar 14. g3, contra o Ofenheim faltou trabalhar melhor o ataque, aceitei o empate muito rápido, contra o Felipe faltou iniciativa no ataque, contra o Peter faltou atenção na abertura ao entregar um peão em 11. Dxe6+ alem de trocar peças onde poderia ficar em um diagrama complicado no final quando estava com vantagem posicional, contra o Arnor faltou calculo para consolidar o ataque.

Apesar de identificar erros em todas as partidas sai satisfeito do torneio afinal joguei minha melhor partida de igual para igual contra um jogador forte e na primeira rodada (Nakajo), nas minhas segunda e terceira partidas não cometi nenhum erro grave, contra o Peter consegui reverter o erro e lutar pelo ponto até o fim.

Ainda essa semana preparo um post falando um pouco mais do que foi o fim de semana de competição.

Até Mais

sábado, 21 de agosto de 2010

Paulista Absoluto rodada 3 partida 2


Ola !!!

Apesar de ser a terceira rodada foi a minha segunda partida, ja que na rodada da tarde não joguei. A busca pelo rating inicial continua firme e forte. Joguei contra o Alexandre Ofenheim que tem 1639. Momentos antes da rodada em conversa com presidente Gregão no MSN falei que jogaria igual time pequeno contra jogadores FIDE, tudo pra sair com os 1500 de inicial rsrs.

A partida

Tente formar uma estrutura de francesa jogando 1... e6 e 2... d5. Joguei 7... b6 com ideia de fianchetar o bispo defendendo em d5, passar a Torre de 'a' para 'c' e ver como ia terminar a abertura. O momento de maior cuidado foi após 9... Ce4 , sabia que ele jogaria Bg5, mas não queria abrir o roque com h6. Cheguei a cogitar 9... Tc8 e 9... c5 buscando abrir a ala da Dama.

Após as trocas não esperava por 13. c4 e ja imaginei que ficaria com um peão a menos após Dc2, mas achei contra-jogo com 13... c5, onde a meu ver não perde nada. 17... Tfd8 achei o melhor aqui ja que ainda poderia jogar Tc8 a qualquer momento. No lance 19 pensei em jogar f5 pra tirar a Dama do ataque ao peão em 'd', mas deixaria algumas casas fracas e optei pelo simples f6, onde tenho e5 e todos os peões ficam defendidos. 21. Td1 foi curioso ja que ao jogar Tc2 imaginei que ele dobraria as Torres e arriscaria um ataque na coluna 'c' ou na ala da Dama. Joguei 21... g6 preparando f5 , mas após 22. g4 e um pedido de empate aceitei a proposta. Tudo em nome dos 1500 hehe.

Com certeza ainda tem muito jogo a desenvolver numa posição dessas (talvez dobrar as Torres em 'e', mas com 0 em 2 na terceira rodada não sei como ficaria a cabeça pra jogar a rodada seguinte após outra derrota. Optei por não forçar e garantir o empate (idéia de time pequeno, 9 jogadores dentro da area dando bico pra onde o nariz apontar). E vamos para a minha primeira rodada dupla logo mais as 14h30 e 19h30.

Alexandre Ofenheim 0,5 x 0,5 Janderson


Pós jogo.

Após a rodada encarei um Quiz Musical com o Christian e curti o som de uma escaleta (o que é? clique aqui e descubra) com o amigo Leandro Roverso. Agora é hora de revisar o que jogar logo mais. O som abaixo diz como estou no torneio... não pare de acreditar.



Até Mais !!!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Paulista Absoluto


Ola !!!

Começou ontem o Campeonato Paulista Absoluto de Xadrez 2010 e sou apenas mais um entre os 101 jogadores. Destes 77 possuem rating FIDE, dessa forma os que não possuem rating tem grandes chances de formas "blocos".

A expectativa é de jogar 4 partidas e finalizar o bloco ja que fiz 5 partidas, com rating performance de 1607, no IRT Virada Esportiva em Santos jogado no mês de junho do ano passado. (maiores informações nos links abaixo)

O trabalho que venho realizando é atraves de exercicios de taticas e finais (admito que não tenho feito muitos exercicios sobre finais rsrs) e escolha de abertura. Emparceiramento realizado comecei o torneio jogando de brancas na mesa 27 contra o Mateus Nakajo de Mendonça e seus 2113 de FIDE.

A partida

Até o decimo lance estava tranquilo, as coisas começaram a tomar forma a partir do lance 11 onde joguei Te1, talvez o melhor seria 11. exd5. O lance 12. b4 foi para defender o peão de c5 e dar a casa b2 para o Bispo com idéias de passar a Torre de 'a' para d1. Eis que surge o 13. ... Ch5 que controla as casas g3 e f4, cheguei a ler sobre o Cavalo nessa casa e mesmo assim joguei o fraco 14. Tad1??? (melhor aqui 14. g3, se 14. ... Bh3, 15. Cg5 atacando o Bispo).

Como o plano das pretas era colocar o Cavalo em f4 fui 'generoso' e permiti a jogada, sendo forçado a jogar Df1 ficando fora de jogo. Após 15. ... f5 ainda estava vivo na partida mas deixei escapar dxe5. Estava preocupado com o garfo em e4 que não calculei que ao tomar em d5 eu estaria dando o garfo tambem, com possibilidades de jogar d6 na sequência. O resto foi a consolidação do ponto por parte do Mateus.

Saí tranquilo da partida principalmente por jogar contra um jogador forte e conseguir jogar firme executando minhas idéias. Claro que preciso trabalhar alguns pontos extra-jogo ao longo do torneio. Segunda rodada as 14h30, mas por motivos pessoais não jogarei, voltando apenas na terceira rodada hoje as 19h30.

Links mencionados no post

Post sobre o IRT Virada Esportiva aqui

Classificação final do IRT Virada Esportiva aqui


Janderson 0 x 1 Mateus Nakajo



Até mais !!!

domingo, 8 de agosto de 2010

Mundial sub 20

Fotos do mundial sub 20 na Polonia

Conflito de gerações

Bebê: vou massacrar esse velinho rs
Sr. de idade: se acha que vou aliviar, esquece rs


Pensamentos

Policial a esquerda: espero que não tenha nenhuma ocorrência, to calculando
mate em 28.

Policial a direita: esse capivara não joga, daqui a pouco acaba o expediente e
quero ir pra casa.


Policial de colete amarelo: E aí... sou o proximo!!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Espaço Xadrez

Entrei no "mundo do blog" em 2008, quando voltei a jogar xadrez e desta forma fiz um blog para comentar sobre os estudos, torneios e assuntos ligados ao xadrez, mas tomei gosto por escrever que acabei abordando outros temas e o xadrez ficou em segundo plano.

Com o sucesso do blog, optei por criar um novo espaço apenas para falar de xadrez que é este aqui. Vocês podem achar estranho um blog novo e já com tantas postagens, explico, é que eu importei as postagens relacionadas ao xadrez do meu blog pessoal, mas "oficialmente" este é o post de estreia.

Aqui não havera uma frequencia de postagens, acontecendo algo que ache interessante manifestar a minha opinião sobre o assunto assim o farei. Reportagens, textos, historias e fatos dos tabuleiros e claro, minhas partidas nos torneios. Ha alguns dias achei um texto sobre o lance mais honesto da historia do xadrez e vou compartilhar com vocês.

Hoje em dia a prática de suspender uma partida para continuá-la numa próxima sessão é muito pouco utilizada. Os torneios de xadrez rápido e/ou relâmpago geralmente concluem todas as rodadas num dia ou no máximo em 2 ou 3 dias. Somente em alguns torneios de longa duração, do tipo todos-contra-todos e em matches pelo título de Campeão Mundial de Xadrez, esta regra é válida e pode ser acionada.

E isto normalmente acontece quando uma partida não chega ao fim depois de decorridos 4 horas de jogo. Neste caso, o "lance secreto" é selado em um envelope que fica em poder do árbitro até o reinicio da partida.

No seu livro "From beginner to expert in 40 lessons" (De iniciante a "expert" em 40 lições) Alexander Kostyev menciona o adiamento da partida entre CAPABLANCA e VIDMAR, em Londres/1922:

"VIDMAR esperou seu oponente com o propósito de abandonar a partida. O tempo foi passando, mas CAPABLANCA não aparecia. Olhando para o relógio VIDMAR repentinamente constatou que a seta do seu adversário estava para cair. Não hesitando, o GM iugoslavo apressou-se em direção ao tabuleiro e só teve tempo de inclinar o seu Rei no exato momento em que o árbitro estava por declará-lo vencedor pelo tempo. A imprensa inglesa rotulou a ação de VIDMAR como 'o mais belo lance jamais jogado numa partida de xadrez'".

Na verdade, a posição de VIDMAR na partida não estava tão ruim. Poderia até, em condições de jogo, tentar um empate e mesmo a vitória (veja a partida no final do artigo). No entanto, ao invés de vencer pelo tempo, pois o "lance secreto" era seu, abandonou, inclinando o seu Rei.

O que fez com que VIDMAR tomasse essa decisão nos segundos finais do tempo de CAPABLANCA só veio a ser conhecido anos mais tarde, através das MEMÓRIAS deixadas por VIDMAR:

"Quando nós saímos após suspender a partida, eu falei para CAPABLANCA que provavelmente teria que baixar minhas armas logo. Nós falamos em Francês, idioma que ele era tão pouco proficiente quanto eu. Ele assentiu gentilmente e nós nos separamos.

No recomeço da partida, o árbitro abriu o envelope selado, fez o meu lance no tabuleiro e acionou o relógio das Brancas. Um pouco mais tarde senti alguém tocando o meu braço: 'CAPABLANCA ainda não chegou', disse o árbitro ansioso. 'Ele já perdeu bastante tempo', respondi e passei a observar outras interessantes partidas em andamento. Algum tempo depois, que não sei quanto, senti a mão do árbitro novamente. Ele estava indescritivelmente preocupado: 'Em um minuto ou no máximo dois, o Campeão Mundial vai exceder no tempo', disse.

Um opressivo sentimento de inquietação afligiu-me. E se, quando nós conversamos na saída, CAPABLANCA não entendeu o que eu havia dito? E se ele tomou minhas últimas palavras como sendo: 'Eu abandono', escritas no envelope selado? Então, se eu eventualmente ganhasse o 1º lugar no torneio mediante este não entendimento, o seria de uma forma desleal.

Com dificuldades eu forcei passagem através dos espectadores, cheguei na minha mesa e deitei o meu Rei, sem mais delongas. A seta do relógio caiu. CAPABLANCA apareceu, viu meu Rei deitado e sorriu gentilmente para mim.

Nós nunca conversamos a respeito da angústia que passei ou a respeito do perigo em que ele, não intencionalmente, se colocou. Eu preciso admitir que a minha posição não poderia ser salva se a partida fosse retomada.

Eu até esqueci este curioso incidente. Porém, em Nottingham/1936, o Presidente da Federação Britânica de Xadrez apresentou-me como 'O HOMEM QUE FEZ O MAIS HONESTO LANCE JAMAIS VISTO NA INGLATERRA'".

O torneio de Londres/1922 terminou com a vitória de CAPABLANCA com 12 pontos, seguido por ALEKHINE e VIDMAR com 11,5 pontos cada, sendo que o único ponto inteiro perdido por VIDMAR foi justamente o da partida contra CAPABLANCA. Poderia, portanto, ter obtido o 1º lugar, não fossem os ditames honestos da sua consciência.

Clique aqui e veja a partida e aqui para ler a nota no site onde encontrei.

Aproveitando o tema no ultimo Campeonato Brasileiro sub 18, tivemos um exemplo semelhante ao contado acima. Quero neste espaço deixar um grande abraço e os votos de parabens ao amigo Bruno Morado Rodrigues. Saiba mais clicando aqui ou aqui.